MotaJoão Mota Gomes · Pintor

João Mota Gomes · Pintor

A mancha, o traço, a cor.

Cinquenta anos a pintar, quase sempre em silêncio. Manhãs junto ao mar, saídas de barco quando há vento, o mercado, os amigos. Uma vida dividida entre o Algarve e Lisboa, onde cresceu e onde regressa muitas vezes ao longo do ano.

Do atelier · acabados de pintar

Os mais recentes

Os últimos quadros a sair do atelier, à escala uns dos outros: há telas grandes e outras para paredes mais pequenas.

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Lisboa, 1957Autodidata. Cadernos cheios de desenhos desde criança. Começa a pintar em 1975.
1988 a 1996A Suíça, o CCB em Lisboa, Nova Iorque.
A obraDos óleos surrealistas à composição livre.
HojeEntre o Algarve e Lisboa, o mar e as viagens.

Obras · três épocas

A obra, por épocas

Organizadas como no site de sempre: as mais recentes primeiro, depois os anos 2000 e os anos 80 e 90. Cinquenta anos de trabalho que nunca parou de mudar.

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Percurso · da infância a 2026

Cinquenta anos numa pauta

O João fala da pintura como quem compõe. Por isso o percurso lê-se como uma partitura: cada quadro na sua época. Toque num para o abrir.

Deslize para ver o percurso completo →

Infância
cadernos cheios de desenhos
1975
começa a pintar
1988
Suíça, óleos surrealistas
1995
Centro Cultural de Belém
1996
Nova Iorque, pintar à noite
Algarve
atelier em Boliqueime
2025
Art Expo Lisboa
2026
hoje
Sem título · (4x) 18x24Carolina · 65 × 50 cmI Love NY (Nova Iorque II) · 120 × 120 cmSem título · 100 × 100 cmTempo (Coleção CCB) · 130 × 162 cmCampo · 130 × 162 cmRegatta · 162 × 130 cmStarry Night · Outubro 2025 · 150 × 100 cm

Em casa · no tamanho real

Um quadro para cada parede

Há telas com mais de um metro e meio e outras que cabem numa parede pequena, coisa que um ecrã não mostra. Aqui estão à escala, em duas salas, e o telemóvel pode pendurar qualquer uma na sua parede.

Os Agostinhos numa moldura fina de carvalho, centrado por cima de um sofá azul, numa sala vivida
Os Agostinhos · 100 × 150 cm · moldura fina de carvalho
Amarelo numa moldura fina de carvalho, por cima de uma lareira, numa sala clara
Amarelo · 92 × 73 cm · moldura fina de carvalho
Experimentar na minha parede (telemóvel)

O atelier abre as portas

Cinquenta anos a pintar em silêncio

Autodidata. Curiosidade, experimentação, os livros das referências e algumas temporadas fora para ver mundo. Um texto do filho, Nuno.

O João a ler, sentado à sombra numa esplanada
Do documentário sobre o João
Sem regras, mas com propósito. Sem teorias, mas com sentido.

Alguns dirão que os quadros do meu pai já apareceram aqui e ali – é verdade. Mas muitos sabem que ele pinta praticamente em “silêncio” há 50 anos, num percurso com estilos diferentes, fases de menos inspiração e outras com mais rasgo. E nos últimos anos nota-se uma frescura. Mais leveza.

A rotina de hoje em dia permite-lhe uma dedicação como nunca. Das caminhadas às 7h da manhã às saídas para o mar quando há vento. Do sossego do Algarve (tem dias) às idas regulares aos Açores. De poder visitar galerias com tempo. De ter finalmente um atelier com condições “e os filhos encaminhados”.

Do arquivo · fotografias de família

Antes do atelier

Durante muitos anos, o João teve um bar na Praia da Rocha Baixinha, que quase toda a gente conhece por Praia dos Tomates, no Algarve, com vários sócios. O verão era do bar e o inverno era para pintar. Há cerca de dez anos deixou de ter o bar e passou a poder dedicar-se à pintura como nunca, com uma vida mais leve e livre desde então. A obra anterior veio de outros anos e de outras experiências, e estas fotografias fazem parte dessa história.

Fotografia de arquivo: o João de chapéu de palha a pintar num cavalete, num jardim com flores, na Suíça, em 1988
Pintura ao ar livre, Suíça, 1988
Retrato do João nos anos 90, a sorrir
João, anos 90
Fotografia de arquivo: o João sentado num sofá branco, numa sala vermelha, com um quadro grande e escuro
Fotografia de arquivo: telas no cavalete e encostadas às cadeiras, na sala vermelha
Telas no cavalete
Fotografia de arquivo: o João de esquis nas montanhas da Suíça, em 1988
Suíça, 1988
Fotografia de arquivo: o João a construir o casco em fibra de um pequeno veleiro, numa oficina
A arte de criar embarcações
Fotografia de arquivo: uma praia larga do Algarve com espreguiçadeiras por baixo de um passadiço de madeira
Praia dos Tomates, Algarve
Fotografia de arquivo: falésias vermelhas e uma praia longa e vazia na costa algarvia
Praia dos Tomates, Algarve
O João de bicicleta numa ponte pedonal, de manhã cedo

Filme · 6 min 30

Os quadros são resultado de uma vida

Caminhadas junto ao mar, saídas de barco à vela quando há vento, o mercado de Quarteira, almoços com amigos, as viagens, Lisboa. Depois, o atelier. Um pequeno documentário.

“Para onde? Para continuar a gostar do que faço.”

Entre um quadro e outro

A Praia da Falésia, no AlgarveSardinhas assadas, ao almoçoOs pincéis, no atelierO João, à frente de um quadro
Mais no

Em casas, consultórios e escritórios

Na casa de quem os escolheu

O João pinta porque gosta e porque sente essa necessidade. É uma forma de expressão. As obras ganham ainda mais vida quando saem do atelier para morar em salas, quartos e cozinhas de quem se apaixonou por elas.

Pela mão dele

Notas do atelier

O João escreve sobre o que pensa e o que sente. Estas duas notas estão no atelier.

Nota manuscrita do João sobre uma aguarela com riscas vermelhas, dezembro de 2021

“Há dias em que não me apetece pintar nem desenhar nem escrever nem andar à vela, nem caminhar nem ler nem… nada! Não falar, não socializar, não estar, não ir, não… tudo!”

Dezembro de 2021
Nota manuscrita do João, datada de 24 de janeiro de 2020

“Não posso ser um pintor caro porque não tenho estatuto nem provas dadas no mercado. Não posso ser um pintor barato porque não ‘produzo’ em massa, dedico muito tempo e atenção a cada quadro. (…) Comecei a pintar aos 18 anos; não é agora que tenciono tornar-me ‘industrial de quadros’. Nem para isso tenho talento. Felizmente.”

24 de janeiro de 2020

Atelier · Boliqueime

“Nunca me quis tornar um industrial de quadros.”

O João vive no Algarve há cerca de trinta anos e tem atelier em Boliqueime há sete. Tem quadros em coleções particulares de norte a sul do país. Para perguntar por um quadro, uma exposição ou o filme, escreva-lhe.

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“Foi uma coisa muito boa ter este atelier, coisa que nunca tive antes.”
Fotografia de arquivo: o João jovem a pintar num cavalete, num porto no Mónaco
Mónaco, há muitos anos. Do arquivo da família.
O João a pintar uma tela colorida no atelier em Boliqueime
1988
Exposições individuais na Suíça: Château d’Allaman, Credit Suisse de Lausanne, Centro de Congressos de Montreux, Espace Imbach de Sion
1995
Exposição individual no Centro Cultural de Belém, Lisboa
1996
Dois meses e meio em Nova Iorque: museus e galerias de dia, pintar à noite
2023
Cordoaria Nacional, Lisboa
2025
Art Expo Lisboa, Cordoaria Nacional
Antes
Exposições coletivas em Lisboa e Cascais. Desenho e pintura no Ar.Co, em Lisboa
Entre silêncios: as exposições →

Contacto

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