
João Mota Gomes · Pintor
A mancha, o traço, a cor.
Cinquenta anos a pintar, quase sempre em silêncio. Manhãs junto ao mar, saídas de barco quando há vento, o mercado, os amigos. Uma vida dividida entre o Algarve e Lisboa, onde cresceu e onde regressa muitas vezes ao longo do ano.
Do atelier · acabados de pintar
Os mais recentes
Os últimos quadros a sair do atelier, à escala uns dos outros: há telas grandes e outras para paredes mais pequenas.
Obras · três épocas
A obra, por épocas
Organizadas como no site de sempre: as mais recentes primeiro, depois os anos 2000 e os anos 80 e 90. Cinquenta anos de trabalho que nunca parou de mudar.
Percurso · da infância a 2026
Cinquenta anos numa pauta
O João fala da pintura como quem compõe. Por isso o percurso lê-se como uma partitura: cada quadro na sua época. Toque num para o abrir.
Deslize para ver o percurso completo →
Em casa · no tamanho real
Um quadro para cada parede
Há telas com mais de um metro e meio e outras que cabem numa parede pequena, coisa que um ecrã não mostra. Aqui estão à escala, em duas salas, e o telemóvel pode pendurar qualquer uma na sua parede.
O atelier abre as portas
Cinquenta anos a pintar em silêncio
Autodidata. Curiosidade, experimentação, os livros das referências e algumas temporadas fora para ver mundo. Um texto do filho, Nuno.

Sem regras, mas com propósito. Sem teorias, mas com sentido.
Alguns dirão que os quadros do meu pai já apareceram aqui e ali – é verdade. Mas muitos sabem que ele pinta praticamente em “silêncio” há 50 anos, num percurso com estilos diferentes, fases de menos inspiração e outras com mais rasgo. E nos últimos anos nota-se uma frescura. Mais leveza.
A rotina de hoje em dia permite-lhe uma dedicação como nunca. Das caminhadas às 7h da manhã às saídas para o mar quando há vento. Do sossego do Algarve (tem dias) às idas regulares aos Açores. De poder visitar galerias com tempo. De ter finalmente um atelier com condições “e os filhos encaminhados”.
A sua escola foi das melhores: muita curiosidade e experimentação, livros das referências e algumas temporadas fora para ver mundo. Sempre autodidata.
Sem regras, mas com propósito. Sem teorias, mas com sentido. Sempre atrás do desconhecido. Em busca do equilíbrio em linhas tortas. De saber parar para não estragar.
Não são só umas manchas e traços aleatórios, feitos por impulso e sem objetivo. Mesmo no abstrato também se encontram definições. Estados de alma. E depois há quem goste muito e quem não sinta nada. Há quem queira tê-los na sala de jantar ou num consultório médico.
Cada quadro carrega muitas horas que viram meses, mas também anos que se tornam uma vida. É uma peça única.
Isto tudo para dizer que, por mais central que seja Boliqueime, o atelier abre agora as portas a todos. Para estar mais perto. Para mostrar os quadros novos e recuperar o que estava esquecido: os desenhos de infância, as primeiras aventuras, as exposições mais marcantes, as passagens pela Suíça e por Nova Iorque. No fundo, o «sonho» está lá desde sempre. E mais vivo do que nunca.
Nuno Mota Gomes
Do arquivo · fotografias de família
Antes do atelier
Durante muitos anos, o João teve um bar na Praia da Rocha Baixinha, que quase toda a gente conhece por Praia dos Tomates, no Algarve, com vários sócios. O verão era do bar e o inverno era para pintar. Há cerca de dez anos deixou de ter o bar e passou a poder dedicar-se à pintura como nunca, com uma vida mais leve e livre desde então. A obra anterior veio de outros anos e de outras experiências, e estas fotografias fazem parte dessa história.








Filme · 6 min 30
Os quadros são resultado de uma vida
Caminhadas junto ao mar, saídas de barco à vela quando há vento, o mercado de Quarteira, almoços com amigos, as viagens, Lisboa. Depois, o atelier. Um pequeno documentário.
“Para onde? Para continuar a gostar do que faço.”
Entre um quadro e outro
Mais noEm casas, consultórios e escritórios
Na casa de quem os escolheu
O João pinta porque gosta e porque sente essa necessidade. É uma forma de expressão. As obras ganham ainda mais vida quando saem do atelier para morar em salas, quartos e cozinhas de quem se apaixonou por elas.
Pela mão dele
Notas do atelier
O João escreve sobre o que pensa e o que sente. Estas duas notas estão no atelier.
“Há dias em que não me apetece pintar nem desenhar nem escrever nem andar à vela, nem caminhar nem ler nem… nada! Não falar, não socializar, não estar, não ir, não… tudo!”
Dezembro de 2021
“Não posso ser um pintor caro porque não tenho estatuto nem provas dadas no mercado. Não posso ser um pintor barato porque não ‘produzo’ em massa, dedico muito tempo e atenção a cada quadro. (…) Comecei a pintar aos 18 anos; não é agora que tenciono tornar-me ‘industrial de quadros’. Nem para isso tenho talento. Felizmente.”
24 de janeiro de 2020Atelier · Boliqueime
“Nunca me quis tornar um industrial de quadros.”
O João vive no Algarve há cerca de trinta anos e tem atelier em Boliqueime há sete. Tem quadros em coleções particulares de norte a sul do país. Para perguntar por um quadro, uma exposição ou o filme, escreva-lhe.
“Foi uma coisa muito boa ter este atelier, coisa que nunca tive antes.”

- 1988
- Exposições individuais na Suíça: Château d’Allaman, Credit Suisse de Lausanne, Centro de Congressos de Montreux, Espace Imbach de Sion
- 1995
- Exposição individual no Centro Cultural de Belém, Lisboa
- 1996
- Dois meses e meio em Nova Iorque: museus e galerias de dia, pintar à noite
- 2023
- Cordoaria Nacional, Lisboa
- 2025
- Art Expo Lisboa, Cordoaria Nacional
- Antes
- Exposições coletivas em Lisboa e Cascais. Desenho e pintura no Ar.Co, em Lisboa
Contacto
Escrever ao João
Perguntas sobre um quadro, uma exposição ou o filme. Ou só para dizer olá.
























